Sobramos, restamos, faltamos, ficamos.
Esquecidos em memórias distorcidas
Entre os nós que nós atamos frouxamente
Como naus inseguras num porto sob tempestade
E por assim suspeitar, deduzindo ser breve a existência
Nossos passos acabam por não necessitar serem medidos
Nem notados, nem apagados, nem adulterados
E cá nas cavernas adornadas da nossa passagem
Permanecem sombras de epitafios tolos...
. . . Tão tolos quanto os amores vertidos nas lágrimas
Que profanam a maquiagem do lar caiado e raso!
Impedidos, empurrados, impelidos, seduzidos
Fomos induzidos a crer que no refúgio do silêncio
Debateríamos com os ecos nossos sonhos abreviados
Que repousam de costas à superfície dessa terra
Que repousam de costas à superfície dessa rasa e caiada terra
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