sexta-feira, 29 de março de 2019

Caiando o espelho

Sobramos, restamos, faltamos, ficamos.

Esquecidos em memórias distorcidas

Entre os nós que nós atamos frouxamente

Como naus inseguras num porto sob tempestade

E por assim suspeitar, deduzindo ser breve a existência

Nossos passos acabam por não necessitar serem medidos

Nem notados, nem apagados, nem adulterados

E cá nas cavernas adornadas da nossa passagem

Permanecem sombras de epitafios tolos...

. . . Tão tolos quanto os amores vertidos nas lágrimas

Que profanam a maquiagem do lar caiado e raso!

Impedidos, empurrados, impelidos, seduzidos

Fomos induzidos a crer que no refúgio do silêncio

Debateríamos com os ecos nossos sonhos abreviados

Que repousam de costas à superfície dessa terra

Que repousam de costas à superfície dessa rasa e caiada terra

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